Quando paro de tomar fluoxetina, logo no início, não gosto muito de mim.
Porque eu fico muito tudo!
Muito chata, muito ciumenta, muito intolerante.
Mas depois o tempo vai passando e vou me acostumando com minha natureza.
Aí o problema é que passada a fase de desintoxicação o bicho pega.
Com a fluoxetina sou 98% razão.
Sem a fluoxetina sou 99% emoção.
Pele.
Vida.
Vontades.
Pensamentos.
Desejos.
Aí quem tenta colocar juízo na minha cabeça é o Grilo Falante.
Mas a Evil Pollyana que habita em mim não obedece.
O Grilo diz para ficar mais calma... para meditar... não fazer coisas erradas...
E eu:
- Complicado isso hein bicho! (o grilo é um bicho literalmente falando!)
E eu:
- Tá... eu vou tentar! Juro. Vou ficar aqui quietinha.
- Tá.... tá calor.
- Puts... essa música é muito louca.
- Tá, nem olhe assim, tô quietinha aqui!
- Viu....
- Não vai dar não.
- Essa aí amarrada na camisa de força não sou eu não! Ela é muito cinza, muito gelada, muito zen! Nadinha a ver comigo.
E o Grilo fala:
- Tenha juízo!!!! Calma.... você sabe que depois se arrepende. Que fica se sentindo mal!
E eu:
- É.... verdade!
...
...
(Já ouviram falar daquela raquete de matar pernilongo? Será que funciona com Grilo Falante?)
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